Eu os recebo a todos com a mente e a alma abertas.

A qualquer dia, a qualquer hora, os que aqui passarem, colham uma flor deste jardim de pensamentos e sentimentos - que é nosso - e sintam que somos todos iguais.

O que nos pode diferenciar, são nossas almas e ações.
Portanto. caminhemos sempre em direção à LUZ por toda a vida. Façamos, se possível, amizades e tentemos ser solidários.

A Nação Brasileira necessita, entre muitos, de educação, saúde, trabalho e respeito aos Valores e Princípios que a dignificam.

Fundamental, outrossim, é o respeito às Leis Justas e a luta pacífica pelo Justiça Social verdadeira, não a que está sendo incutida nas mentes menos preparadas.

A final, amigos leitores, sintam-se livres para comentar sinceramente sobre o que lerem, para que possamos interagir.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque































































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sexta-feira, 7 de março de 2014

MOBLY: compra efetuada e até agora não entregue

Bom dia amigos!

Ontem, após ter enviado diversos e-mails para a empresa em questão, e ter recebido, por conseguinte, tantos números de protocolos quanto os e-mails - e NADA tendo sido resolvido, agi através do site ao final desta matéria indicado. Minha intenção outra não é que a de ver meu direito de cidadã-consumidora respeitado.

cia
Climatizador "CADENCE" pago em "cash" e até agora não entregue
Reclamação atendida
Postada por: 
NITEROI/RJ - 6/3/2014 às 9:51:54

AnteScriptum:

Verifiquei em site de busca (GOOGLE) que o número de reclamações sobre a MOBLY excede o razoável. Assim, exerço meu direito de cidadã-consumidora, para tentar solucionar pacificamente o impasse criado pela forma incorreta de agir da MOBLY.
Mesmo sabedora de que os tribunais estão com processos em demasia, se a MOBLY não cumprir logo com o tratado, não hesitarei em buscar na Justiça a reparação devida.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha OAB/RJ 004762

Ref.: pedido nº 706836962

Comprei na MOBLY um CLIMATIZADOR "Cadence" em 11/02/2014 e, no mesmo dia, paguei em dinheiro na "boca do caixa" pelo mesmo, vindo a informar por e-mail à MOBLY, anexando o COMPROVANTE do pagamento efetuado.

Tenho cópia dos diversos e-mails que enviei, e dos vários "protocolos de atendimento" e tudo o mais que comprovam a veracidade do que escrevo. 

Hoje, 05 de Março de 2013, já aborrecida pela falta de respeito, enviei à MOBLY dois e-mails, e como resposta recebi mais outros dois números de protocolo, com o já batido, repetitivo e cansativo (sic) "Em breve retornaremos com a solução". 

Ressalte-se: AGUARDO essa solução desde a compra. Todavia, JAMAIS veio ALGUMA resposta objetiva referente a QUANDO receberei a mercadoria já paga - o que é só o que desejo saber.

Gostaria de resolver de vez essa pendenga - ou serei obrigada a entrar no Juizado de Pequenas Causas para ser não apenas ressarcida pelo valor do comprovante, como receber juros e correção monetária, como por danos morais, vez que, com um calor desses, em pleno carnaval, fiquei sem o aparelho mencionado retro.

Todo e qualquer direito tem que ser respeito. Os direitos do consumidor têm que ser respeitados. Posto esta reclamação, pois poderá servir de alerta a outros consumidores, para que não se aborreçam como eu estou me aborrecendo - para que não sejam lesados como eu estou sendo.

Agradeço a oportunidade de registrar publicamente esta ocorrência.

Att.,
Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

 
Link da reclamação:
Notificações:
Empresa notificada por e-mail6/3/2014 às 13:9:35
Respostas e Réplicas:

Resposta da empresa em 6/3/2014 às 12:18:28
Boa tarde, Mirna.
Peço à gentileza que verifique seu e-mail, pois, foram enviadas informações.

Agradeço à sua atenção.

Caso necessite de alguma informação, peço à gentileza que entre em contato com a Central de Atendimento ou responda este e-mail.

A Casa do Cliente Mobly preza sempre por sua satisfação em primeiro lugar e estamos trabalhando para fazer o melhor por você, ficando sempre à sua disposição.

Desejo a você e a sua família, muita paz, saúde e alegria.

Casa do Cliente Mobly.

Atenciosamente.
______________________________ 
 

Réplica do usuário em 6/3/2014 às 12:51:49
BTarde.

Para a MOBLY:
A quem interessar possa RESOLVER .

Já possuo uma considerável "coleção de protocolos" - NENHUM deles solucionou o problema criado pela IRRESPONSABILIDADE da própria MOBLY - qual seja: ENTREGAR o "CADENCE"....

"Entrar em contato com a MOBLY", portanto, é mais perda de tempo, para ouvir mais "chavões"... Cansei-me... Assim, cabe aos senhores decidir: OU efetivamente se "dignam" a entregar-me o aparelho EM DATA MARCADA DEFINITIVAMENTE, ou responderão judicialmente.

Estou sendo clara o suficiente. Espero a resposta objetiva ou continuarei publicando - inclusive nos meus blogs, Twitter, Facebook, etc... e pq. não nos jornais - já que tenho facilidade? Ou mesmo programas de TV?

Cabe aos senhores decidir o que preferem.
Sem mais, despeço-me.

Att.,
Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

Portanto, é isso o que me interessa no momento - a ENTREGA do referido climatizador. 
 
Hoje, 07/03/2014, publiquei naquele mesmo site: 

Réplica do usuário em 7/3/2014 às 8:16:40


Bom dia senhores.
Não se trata de uma "réplica", mas de uma informação a mais. O que tenho recebido da MOBLY são apenas e-mails que carecem da resposta que busco: A DATA DA ENTREGA DO CLIMATIZADOR - só isso. 
Respondi a um dos e-mails daquela empresa, pedindo-lhe o favor de não mais me enviar "protocolos", pois, repito, já passam de uma dezena e é até estressante isso. 

Exijo, como consumidora no seu direito, a entrega do objeto - com data marcada. Caso contrário, não só seguirei nas minhas postagens, como acionarei os meios ao meu alcance consoante escrevi acima. Sendo advogada há décadas, não será difícil - ainda mais com os registros de consumidores feitos sobre a forma de agir da MOBLY, entrar com as medidas jurídicas cabíveis - inclusive por Dano Moral. 

Que se pronuncie o responsável pela MOBLY (diretor, presidente , o que seja) - e afirme de público, QUANDO receberei o "CADENCE". 

Att., 
Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha 



















https://www.reclamao.com/reclamacao-contra-/821940/climatizador-cadence-pago-em-cash-e-ate-agora-nao-/fl/594a5767a7ba6e785f324b3ba019b7a9/68e7d0003c86fa3223612f07386dd65a/

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Discurso de José Mujica na ONU (*)




                                                             

JOSÉ MUJICA - seu discurso na ONU revelou ser, além de estadista, um humanista. Demonstrou conhecimento de história, economia, relações humanas, direito internacional, geografia e todo o saber não só necessário, como imprescindível para quem governa um Estado e quer o bem dos componentes da nação...  O passado, o presente e o  firme vislumbre do futuro - não só para seu país, como para o planeta, estão presentes de forma sincera , objetiva e simples - não 'simplista' , humilde, não subserviente.

É de lamentar-se. por outro lado, a triste  lembrança do texto do discurso de quem abriu aquela Assembléia.... Impossível a comparação... 

Leiam-no e concluam por si mesmos.   

Mirna Cavalcanti.



"Amigos, sou do sul, venho do sul. Esquina do Atlântico e do Prata, meu país é uma planície suave, temperada, uma história de portos, couros, charque, lãs e carne. Houve décadas púrpuras, de lanças e cavalos, até que, por fim, no arrancar do século 20, passou a ser vanguarda no social, no Estado, no Ensino. Diria que a social-democracia foi inventada no Uruguai.
Durante quase 50 anos, o mundo nos viu como uma espécie de Suíça. Na realidade, na economia, fomos bastardos do império britânico e, quando ele sucumbiu, vivemos o amargo mel do fim de mudanças funestas, e ficamos estancados, sentindo falta do passado.
Quase 50 anos recordando o Maracanã, nossa façanha esportiva. Hoje, ressurgimos no mundo globalizado, talvez aprendendo de nossa dor. Minha história pessoal, a de um rapaz — porque, uma vez, fui um rapaz — que, como outros, quis mudar seu tempo, seu mundo, o sonho de uma sociedade libertária e sem classes. Meus erros são, em parte, filhos de meu tempo. Obviamente, os assumo, mas há vezes que medito com nostalgia.
Quem tivera a força de quando éramos capazes de abrigar tanta utopia! No entanto, não olho para trás, porque o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para cobrar contas ou para reverberar memórias.
Me angustia, e como, o amanhã que não verei, e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma humanidade melhor, mas talvez, hoje, a primeira tarefa seja cuidar da vida.
Mas sou do sul e venho do sul, a esta Assembleia, carrego inequivocamente os milhões de compatriotas pobres, nas cidades, nos desertos, nas selvas, nos pampas, nas depressões da América Latina pátria de todos que está se formando.
Carrego as culturas originais esmagadas, com os restos de colonialismo nas Malvinas, com bloqueios inúteis a este jacaré sob o sol do Caribe que se chama Cuba. Carrego as consequências da vigilância eletrônica, que não faz outra coisa que não despertar desconfiança. Desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego uma gigantesca dívida social, com a necessidade de defender a Amazônia, os mares, nossos grandes rios na América.
Carrego o dever de lutar por pátria para todos.
Para que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz, e carrego o dever de lutar por tolerância, a tolerância é necessária para com aqueles que são diferentes, e com os que temos diferências e discrepâncias. Não se precisa de tolerância com aqueles com quem estamos de acordo.
A tolerância é o fundamento de poder conviver em paz, e entendendo que, no mundo, somos diferentes.
O combate à economia suja, ao narcotráfico, ao roubo, à fraude e à corrupção, pragas contemporâneas, procriadas por esse antivalor, esse que sustenta que somos felizes se enriquecemos, seja como seja. Sacrificamos os velhos deuses imateriais. Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de felicidade.
Parece que nascemos apenas para consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza e até autoexclusão.
O certo, hoje, é que, para gastar e enterrar os detritos nisso que se chama pela ciência de poeira de carbono, se aspirarmos nesta humanidade a consumir como um americano médio, seriam imprescindíveis três planetas para poder viver.
Nossa civilização montou um desafio mentiroso e, assim como vamos, não é possível satisfazer esse sentido de esbanjamento que se deu à vida. Isso se massifica como uma cultura de nossa época, sempre dirigida pela acumulação e pelo mercado.
Prometemos uma vida de esbanjamento, e, no fundo, constitui uma conta regressiva contra a natureza, contra a humanidade no futuro. Civilização contra a simplicidade, contra a sobriedade, contra todos os ciclos naturais.
O pior: civilização contra a liberdade que supõe ter tempo para viver as relações humanas, as únicas que transcendem: o amor, a amizade, aventura, solidariedade, família.
Civilização contra tempo livre que não é pago, que não se pode comprar, e que nos permite contemplar e esquadrinhar o cenário da natureza.
Arrasamos a selva, as selvas verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque somos felizes longe da convivência humana.
Cabe se fazer esta pergunta, ouvimos da biologia que defende a vida pela vida, como causa superior, e a suplantamos com o consumismo funcional à acumulação.
A política, eterna mãe do acontecer humano, ficou limitada à economia e ao mercado. De salto em salto, a política não pode mais que se perpetuar, e, como tal, delegou o poder, e se entretém, aturdida, lutando pelo governo. Debochada marcha de historieta humana, comprando e vendendo tudo, e inovando para poder negociar de alguma forma o que é inegociável. Há marketing para tudo, para os cemitérios, os serviços fúnebres, as maternidades, para pais, para mães, passando pelas secretárias, pelos automóveis e pelas férias. Tudo, tudo é negócio.
Todavia, as campanhas de marketing caem deliberadamente sobre as crianças, e sua psicologia para influir sobre os adultos e ter, assim, um território assegurado no futuro. Sobram provas de essas tecnologias bastante abomináveis que, por vezes, conduzem a frustrações e mais.
O homenzinho médio de nossas grandes cidades perambula entre os bancos e o tédio rotineiro dos escritórios, às vezes temperados com ar condicionado. Sempre sonha com as férias e com a liberdade, sempre sonha com pagar as contas, até que, um dia, o coração para, e adeus. Haverá outro soldado abocanhado pelas presas do mercado, assegurando a acumulação. A crise é a impotência, a impotência da política, incapaz de entender que a humanidade não escapa nem escapará do sentimento de nação. Sentimento que está quase incrustado em nosso código genético.
Hoje é tempo de começar a talhar para preparar um mundo sem fronteiras. A economia globalizada não tem mais condução que o interesse privado, de muitos poucos, e cada Estado Nacional mira sua estabilidade continuísta, e hoje a grande tarefa para nossos povos, em minha humilde visão, é o todo.
Como se isto fosse pouco, o capitalismo produtivo, francamente produtivo, está meio prisioneiro na caixa dos grandes bancos. No fundo, são o vértice do poder mundial. Mais claro, cremos que o mundo requer a gritos regras globais que respeitem os avanços da ciência, que abunda. Mas não é a ciência que governa o mundo. Se precisa, por exemplo, uma larga agenda de definições, quantas horas de trabalho e toda a terra, como convergem as moedas, como se financia a luta global pela água e contra os desertos.
Como se recicla e se pressiona contra o aquecimento global. Quais são os limites de cada grande questão humana. Seria imperioso conseguir consenso planetário para desatar a solidariedade com os mais oprimidos, castigar impositivamente o esbanjamento e a especulação. Mobilizar as grandes economias não para criar descartáveis com obsolescência calculada, mas bens úteis, sem fidelidade, para ajudar a levantar os pobres do mundo. Bens úteis contra a pobreza mundial. Mil vezes mais rentável que fazer guerras. Virar um neo-keynesianismo útil, de escala planetária, para abolir as vergonhas mais flagrantes deste mundo.
Talvez nosso mundo necessite menos de organismos mundiais, desses que organizam fórums e conferências, que servem muito às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e, no melhor dos casos, não reúne ninguém e transforma em decisões...
Precisamos sim mascar muito o velho e o eterno da vida humana junto da ciência, essa ciência que se empenha pela humanidade não para enriquecer; com eles, com os homens de ciência da mão, primeiros conselheiros da humanidade, estabelecer acordos para o mundo inteiro. Nem os Estados nacionais grandes, nem as transnacionais e muito menos o sistema financeiro deveriam governar o mundo humano. Sim, a alta política entrelaçada com a sabedoria científica, ali está a fonte. Essa ciência que não apetece o lucro, mas que mira o por vir e nos diz coisas que não escutamos. Quantos anos faz que nos disseram coisas que não entendemos? Creio que se deve convocar a inteligência ao comando da nave acima da terra, coisas assim e coisas que não posso desenvolver nos parecem impossíveis, mas requeririam que o determinante fosse a vida, não a acumulação.
Obviamente, não somos tão iludidos, nada disso acontecerá, nem coisas parecidas. Nos restam muitos sacrifícios inúteis daqui para diante, muitos remendos de consciência sem enfrentar as causas. Hoje, o mundo é incapaz de criar regras planetárias para a globalização e isso é pela enfraquecimento da alta política, isso que se ocupa de todo. Por último, vamos assistir ao refúgio de acordos mais ou menos "reclamáveis", que vão plantear um comércio interno livre, mas que, no fundo, terminarão construindo parapeitos protecionistas, supranacionais em algumas regiões do planeta. A sua vez, crescerão ramos industriais importantes e serviços, todos dedicados a salvar e a melhorar o meio ambiente. Assim vamos nos consolar por um tempo, estaremos entretidos e, naturalmente, continuará a parecer que a acumulação é boa, para a alegria do sistema financeiro.
Continuarão as guerras e, portanto, os fanatismos, até que, talvez, a mesma natureza faça um chamado à ordem e torne inviáveis nossas civilizações. Talvez nossa visão seja demasiado crua, sem piedade, e vemos ao homem como uma criatura única, a única que há acima da terra capaz de ir contra sua própria espécie. Volto a repetir, porque alguns chamam a crise ecológica do planeta de consequência do triunfo avassalador da ambição humana. Esse é nosso triunfo e também nossa derrota, porque temos impotência política de nos enquadrarmos em uma nova época. E temos contribuído para sua construção sem nos dar conta.
Por que digo isto? São dados, nada mais. O certo é que a população quadruplicou e o PIB cresceu pelo menos vinte vezes no último século. Desde 1990, aproximadamente a cada seis anos o comércio mundial duplica. Poderíamos seguir anotando dados que estabelecem a marcha da globalização. O que está acontecendo conosco? Entramos em outra época aceleradamente, mas com políticos, enfeites culturais, partidos e jovens, todos velhos ante a pavorosa acumulação de mudanças que nem sequer podemos registrar. Não podemos manejar a globalização porque nosso pensamento não é global. Não sabemos se é uma limitação cultural ou se estamos chegano a nossos limites biológicos.
Nossa época é portentosamente revolucionária como não conheceu a história da humanidade. Mas não tem condução consciente, ou ao menos condução simplesmente instintiva. Muito menos, todavia, condução política organizada, porque nem se quer tivemos filosofia precursora ante a velocidade das mudanças que se acumularam.
A cobiça, tão negativa e tão motor da história, essa que impulsionou o progresso material técnico e científico, que fez o que é nossa época e nosso tempo e um fenomenal avanço em muitas frentes, paradoxalmente, essa mesma ferramenta, a cobiça que nos impulsionou a domesticar a ciência e transformá-la em tecnologia nos precipita a um abismo nebuloso. A uma história que não conhecemos, a uma época sem história, e estamos ficando sem olhos nem inteligência coletiva para seguir colonizando e para continuar nos transformando.
Porque se há uma característica deste bichinho humano é a de que é um conquistador antropológico.
Parece que as coisas tomam autonomia e essas coisas subjugam os homens. De um lado a outro, sobram ativos para vislumbrar tudo isso e para vislumbrar o rombo. Mas é impossível para nós coletivizar decisões globais por esse todo. A cobiça individual triunfou grandemente sobre a cobiça superior da espécie. Aclaremos: o que é "tudo", essa palavra simples, menos opinável e mais evidente? Em nosso Ocidente, particularmente, porque daqui viemos, embora tenhamos vindo do sul, as repúblicas que nasceram para afirmas que os homens são iguais, que ninguém é mais que ninguém, que os governos deveriam representar o bem comum, a justiça e a igualdade. Muitas vezes, as repúblicas se deformam e caem no esquecimento da gente que anda pelas ruas, do povo comum.
Não foram as repúblicas criadas para vegetar, mas ao contrário, para serem um grito na história, para fazer funcionais as vidas dos próprios povos e, por tanto, as repúblicas que devem às maiorias e devem lutar pela promoção das maiorias.
Seja o que for, por reminiscências feudais que estão em nossa cultura, por classismo dominador, talvez pela cultura consumista que rodeia a todos, as repúblicas frequentemente em suas direções adotam um viver diário que exclui, que se distância do homem da rua.
Esse homem da rua deveria ser a causa central da luta política na vida das repúblicas. Os gobernos republicanos deveriam se parecer cada vez mais com seus respectivos povos na forma de viver e na forma de se comprometer com a vida.
A verdade é que cultivamos arcaísmos feudais, cortesias consentidas, fazemos diferenciações hierárquicas que, no fundo, amassam o que têm de melhor as repúblicas: que ninguém é mais que ninguém. O jogo desse e de outros fatores nos retém na pré-história. E, hoje, é impossível renunciar à guerra cuando a política fracassa. Assim, se estrangula a economia, esbanjamos recursos.
Ouçam bem, queridos amigos: em cada minuto no mundo se gastam US$ 2 milhões em ações militares nesta terra. Dois milhões de dólares por minuto em inteligência militar!! Em investigação médica, de todas as enfermidades que avançaram enormemente, cuja cura dá às pessoas uns anos a mais de vida, a investigação cobre apenas a quinta parte da investigação militar.
Este processo, do qual não podemos sair, é cego. Assegura ódio e fanatismo, desconfiança, fonte de novas guerras e, isso também, esbanjamento de fortunas. Eu sei que é muito fácil, poeticamente, autocriticarmo-nos pessoalmente. E creio que seria uma inocência neste mundo plantear que há recursos para economizar e gastar em outras coisas úteis. Isso seria possível, novamente, se fôssemos capazes de exercitar acordos mundiais e prevenções mundiais de políticas planetárias que nos garantissem a paz e que a dessem para os mais fracos, garantia que não temos. Aí haveria enormes recursos para deslocar e solucionar as maiores vergonhas que pairam sobre a Terra. Mas basta uma pergunta: nesta humanidade, hoje, onde se iria sem a existência dessas garantias planetárias? Então cada qual esconde armas de acordo com sua magnitude, e aqui estamos, porque não podemos raciocinar como espécie, apenas como indivíduos.
As instituições mundiais, particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder.
Bloqueiam esta ONU que foi criada com uma esperança e como um sonho de paz para a humanidade. Mas, pior ainda, desarraigam-na da democracia no sentido planetário porque não somos iguais. Não podemos ser iguais nesse mundo onde há mais fortes e mais fracos. Portanto, é uma democracia ferida e está cerceando a história de um possível acordo mundial de paz, militante, combativo e verdadeiramente existente. E, então, remendamos doenças ali onde há eclosão, tudo como agrada a algumas das grandes potências. Os demais olham de longe. Não existimos.
Amigos, creio que é muito difícil inventar uma força pior que nacionalismo chovinista das grandes potências. A força é que liberta os fracos. O nacionalismo, tão pai dos processos de descolonização, formidável para os fracos, se transforma em uma ferramenta opressora nas mãos dos fortes e, nos últimos 200 anos, tivemos exemplos disso por toda a parte.
A ONU, nossa ONU, enlanguece, se burocratiza por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento e, sobretudo, de democracia para o mundo mais fraco que constitui a maioria esmagadora do planeta. Mostro um pequeno exemplo, pequenino. Nosso pequeno país tem, em termos absolutos, a maior quantidade de soldados em missões de paz em todos os países da América Latina. E ali estamos, onde nos pedem que estejamos. Mas somos pequenos, fracos. Onde se repartem os recursos e se tomam as decisões, não entramos nem para servir o café. No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem, enquanto viver em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir.
Até que o homem não saia dessa pré-história e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa, essa é a larga marcha e o desafio que temos daqui adiante. E o dizemos com conhecimento de causa. Conhecemos a solidão da guerra. No entanto, esses sonhos, esses desafios que estão no horizonte implicam lutar por uma agenda de acordos mundiais que comecem a governar nossa história e superar, passo a passo, as ameaças à vida. A espécie como tal deveria ter um governo para a humanidade que superasse o individualismo e primasse por recriar cabeças políticas que acudam ao caminho da ciência, e não apenas aos interesses imediatos que nos governam e nos afogam.
Paralelamente, devemos entender que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa civilização.
Há poucos dias, fizeram na Califórnia, em um corpo de bombeiros, uma homenagem a uma lâmpada elétrica que está acesa há cem anos. Cem anos que está acesa, amigo! Quantos milhões de dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as pessoas comprem, comprem, comprem e comprem.
Mas esta globalização de olhar para todo o planeta e para toda a vida significa uma mudança cultural brutal. É o que nos requer a história. Toda a base material mudou e cambaleou, e os homens, com nossa cultura, permanecem como se não houvesse acontecido nada e, em vez de governarem a civilização, deixam que ela nos governe. Há mais de 20 anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde.
O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética.
Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nos mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização em que fomos desenvolvendo.
Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos na causa profundas, na civilização do esbanjamento, na civilização do usa-tira que rouba tempo mal gasto de vida humana, esbanjando questões inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie é nosso "nós".
Tradução: Fernanda Grabauska

domingo, 15 de setembro de 2013

Dra. Damares Alves aborda a perversão de nossas crianças imposta pelo Go...




Assistam, amigos!

Concluam por si mesmos...Ñ aceitemos q deixem siga ocorrendo 

com nossas crianças o que estão implantando... Q Deus tenha 

piedade desta Nação. BASTA!!!

domingo, 25 de agosto de 2013

"LA ATENCIÓN A LA SALUD EN LA CUBA DE FIDEL CASTRO ES DESASTROSA"


Hoje, apenas indico-lhes leiam o longo - mas fundamental artigo sobre as condições da  SAÚDE em CUBA... 

NADA mais preciso escrever, pois os 'experts' , os profissionais da Saúde no Brasil, por si mesmos e através de suas instituições representativas tanto regulamentadoras como fiscalizadoras, têm-se pronunciado há meses sobre este assunto. 

Sei apenas ler e pensar - sem paixão política que seja - nem humana - apenas como simples cidadã: o raciocínio é o quanto me basta. 

Assistam aos vídeos todos deste artigo...... constatem as diferenças existentes entre os 'tratamentos' de saúde  fornecidos ao povo cubano e às autoridades da ilha (e mesmo aos estrangeiros que têm como pagar...) Diferenças essas que não deveriam existir - humanamente considerando, vez que todos somos iguais...  


Não há argumentos plausíveis que se contraponham aos que se 

encontram no artigo - escrito, aliás, por quem vivencia problema... 

vídeos apresentados por pessoas que SOFREM o problema ...

Concluam por si mesmos...  

Não estamos em um forum para discussões, mas os que quiserem comentar, façam-no - é um seu direito - mas, peço-lhes: que o seja  devidamente  fundamentados em documentos, não apenas em opiniões pessoais desdeslocadas da realidade

Mirna Cavalcanti de Albuquerque Rio de Janeiro, 25 de A}gosto de 2013. 



NOTA: Manuel Castro Rodríguez deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Mensalão cubano...": 

"Nunca publicaram que os médicos cubanos ganham muito em uma missão no exterior, mas é muito mais do que em Cuba, onde seus salários variam entre 20 e 35 dólares por mês, em um país onde um litro de leite custa cerca de três dólares.


Embora Cuba tem cerca de oitenta mil médicos, mais de metade destes médicos estão no exterior, que, juntamente com as péssimas condições em que se encontram os hospitais e escassez de suprimentos médicos causou saúde ruim está recebendo cidadão comum."






http://profesorcastro.jimdo.com/atenci%C3%B3n-a-la-salud-es-un-desastre/



domingo, 18 de agosto de 2013

Sala de Protheus!: AsMáscaras Começam a Cair...!”“...O objetivo d...

BUENAS, amigos!


Recomendo-lhes a leitura deste artigo do prof. Bortoloti. Prescinde de apresentações, pois todo o seu ofício é portador de mensagens instingantes, profundas que, se lidas com atenção e apreendidas, obrigatoriamente nos levam a pensar sobre o que de mais importante existe para um ser humano: ele mesmo ... Ele em relação aos seus semelhantes - e mesmo em relação aqueles que lhe não são 'tão semelhantes'... pois esta é a realidade.

A 'aparência humana' nem sempre significa "SER HUMANO"...
Somos animais tidos como 'pensantes'... Como admitir-se certos comportamentos, alguns agires, como provenientes de 'alguém que pensa'?...

Bem... mas esse é assunto para um 'tratado' e este é um mero comentário. 

Agradeço também ao caro professor, ter-se lembrado de algo que escrevi e nele ter-se inspirado. Isto é para mim, motivo de alegria, pois constato que as 'sementes' que tenho lançado à terra ao percorrer a Estrada da Vida, se encontram terra fértil,  germinam... 
Nada mais posso querer...

Abraço grande, conterrâneo querido! Siga escrevendo e fazendo com que pensemos: é este um dos caminhos que nos conduz ao aperfeiçoamento como criaturas...

Mirna Cavalcanti de Albuquerque. 





Sala de Protheus!: AsMáscaras Começam a Cair...!”



“...O objetivo d...
: As Máscaras Começam a Cair...!” “...O objetivo de uma armadilha de peixes é pegar peixes; quando eles caem na armadilha, ela ...

domingo, 11 de agosto de 2013

politicanarede.com: Facebook anuncia mudanças no modo de exibição de p...

AnteScriptum



Espero que as mudanças ocorram tb. qto ao não bloqueamento de 'convites de amizade' - INDICADAS AS PESSOAS  PELO PRÓPRIO FACEBOOK.  Sugiro, então, o FB deixe de fazer essas 'recomendações'... por expletivas.

Outrossim, este tipo de tratamento  - a forma como se o recebe - é feito como se fôssemos pessoas que não sabem ler e entender o que se lê... Vez q a pergunta  é algo assemelhado a : "Entendeu"?... E depois recebe-se a comunicação de uma 'penalidade' tipo : "Você está proibido de... por...(tantos) dias..."         

Sinceramente, uma atualização se faz necessária. É esta a minha crítica positiva, para melhorar o próprio FB e seu relacionamento com os que nele escrevem, como eu. 

Trata-se, na realidade de  uma questão de comunicação que deve ser melhorada também na própria redação das regras do FB e revisão de seus critérios, que devem ser fundamentados no respeito  e na consideração.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque






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